trailler do filme \”Ensaio sobre a cegueira\”
“Ensaio sobre a cegueira”, o livro do português ganhador do prêmio Nobel José Saramago, mostra o pior lado do ser humano quando pode agir sem ser visto. “Ensaio sobre a cegueira”, o filme dirigido por Fernando Meirelles, que já concorreu ao Oscar por “Cidade de Deus”, consegue retratar com fidelidade essa transformação do homem em animal que só vive para saciar seus apetites mais primitivos.
No longa, um grupo de pessoas é atingido por uma epidemia de cegueira branca. Com medo do contágio, o governo decide isolá-los em um manicômio abandonado. Lá, eles têm que se acostumar a novas regras e hierarquias. Enquanto uns propõem a igualdade de direitos e deveres entre todos, outros crêem que podem governar pela força e humilham o restante.
O elenco corresponde às expectativas. Uma Julianne Moore loura faz a esposa do médico, protagonista dessa fábula, que resume o espírito da obra. Agüenta com força e elegância a degradação humana. Além dela, Mark Ruffalo, Alice Braga, Danny Glover e Gael García Bernal são os rostos conhecidos que completam o primeiro escalão.
O filme, é ambientado em uma cidade visualmente branca, sem nome, fora da geografia tradicional, mas com várias línguas, tipos, jeitos. São Paulo, uma entre outras tantas locações, é uma escolha acertada. Ela retrata a cidade grande típica, com sua natureza cosmopolita, universal, caótica, cheia de concreto, cimento e asfalto.
Cá para nós…o filme é fantástico!!!
Objetivo. Demonstra as fragilidades da vida moderna. E nos coloca nús, quando, despojados das facilidades a que estamos, bem, acostumados!
E por falar em facilidades, já que elas existem, por que não aproveitá-las. Risos!!!
Nossa dica são as recém-inauguradas salas Premier do Cinemark, no Shopping Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo.
È bem verdade que quem busca conforto, precisa estar disposto a pagar por ele. Mas vale a pena, se você não estiver afim de ter de encolher as pernas para os atrasados passarem, ou até mesmo, para não ter de aguentar, aquele pé bem chato, chutando sua cadeira durante o filme.
Atrativo, não é? Mas prepare-se para tirar as mãos do bolso!
O ingresso vai de R$ 35 (quarta) a R$ 46 (sexta a domingo e feriados), mais que o dobro do que se paga na maioria dos complexos da cidade.
Se você tiver condições, vale a pena!
As poltronas são largas e acolchoadas, com braços superconfortáveis. As fileiras são distantes uma da outra, o que torna impossível deixar de ver as imagens ou ler as legendas por causa de alguém muito alto. Entre as cadeiras há espaço o suficiente para que as pessoas passem sem esbarrar uma na outra. E, não bastasse tudo isso, a cadeira ainda possui três equipamentos muito úteis: uma mesinha retrátil, uma alavanca para que ela recline (!) e um botãozinho para chamar um atendente e pedir uma pipoca ou, quem sabe, um espumante.
Sim, o cardápio deste cinema não é nem um pouco tradicional. A pipoca pode ser servida com cobertura de azeite trufado e o café tem sabores diversificados.
Com som e imagem de qualidade bem razoável, a sala deixa o melhor home theater no chinelo. Afinal, a poltrona reclina tão bem que é possível assistir ao filme praticamente deitado.
Tudo de bom!!!